Implantar em um eixo turístico
A testada para a RS-235 torna o empreendimento acessível, mas também exige atenção aos movimentos de entrada e saída, aos retornos e à convivência com o tráfego que já atende Gramado e Canela.
EIV com análise de trânsito integrada para uma loja de chocolates de grande porte na RS-235, entre Gramado e Canela. O estudo reuniu leitura urbanística do lote, diagnóstico da vizinhança, entrevistas, contagens de tráfego e comparação de cenários para orientar medidas de implantação e operação.

O empreendimento é uma loja de chocolates com área de vendas, estacionamento em subsolo com 54 vagas para automóveis e 6 vagas para ônibus de turismo, implantada em lote urbano de 4.877 m² na RS-235, principal ligação rodoviária entre Gramado e Canela.
A legislação de Canela exige EIV para empreendimentos desse porte. Por estar em uma rodovia de alto fluxo turístico, com rótulas e retornos próximos, a análise do trânsito foi tratada como parte central do estudo.
Além da circulação, o trabalho precisava explicar como a implantação se relacionaria com o zoneamento, a vegetação, a drenagem, os serviços urbanos e a percepção de quem vive ou trabalha nas quadras próximas. Por isso, as conclusões vieram de disciplinas diferentes e foram reunidas em uma avaliação integrada.
Papel de Arthur: coordenação da equipe técnica, além da autoria do estudo de trânsito, do laudo sociológico, da pesquisa de opinião e da cartografia temática.
O estudo foi organizado para responder a questões distintas, sem reduzir o impacto de vizinhança ao volume de carros.
A testada para a RS-235 torna o empreendimento acessível, mas também exige atenção aos movimentos de entrada e saída, aos retornos e à convivência com o tráfego que já atende Gramado e Canela.
O projeto foi confrontado com o zoneamento, as faixas de restrição e os levantamentos do meio físico e da vegetação. Essa leitura ajuda a distinguir condicionantes do terreno de impactos provocados pelo novo uso.
As entrevistas registraram expectativas da vizinhança. As contagens e os cenários viários responderam a outra pergunta: quanto tráfego adicional o empreendimento poderia acrescentar nas condições analisadas.
Sobreposição do projeto ao zoneamento municipal (ZM2 e Zona Especial), verificação de parâmetros construtivos, recuos, área não edificável e APP de curso d'água.
Delimitação da área diretamente afetada, da AID (raio de 500 m) e da AII (raio de 1.000 m), com base em setores censitários do IBGE e nos bairros do entorno.
Perfil de população, renda, adensamento e equipamentos urbanos da área de influência, com dados do Censo 2022 reorganizados por bairro.
20 entrevistas em 6 quadras (8 estabelecimentos e 12 residências), com amostra dimensionada estatisticamente e margem de erro calculada.
Hierarquia viária, polos geradores de viagens, dois pontos de observação com onze sentidos de aferição em três dias, fator de equivalência veicular (HCM) e cenários de pior caso.
Integração dos laudos geológico (sete sondagens), de drenagem e de supressão vegetal, com medidas de compensação e plantio.
Conclusões do laudo técnico. A decisão sobre o licenciamento cabe ao órgão municipal.
Cada fonte responde a uma pergunta. O sentido do resultado aparece quando medições, mapas e percepções são lidos juntos.
O percentual de tráfego compara a demanda projetada com o fluxo observado nos pontos, sentidos e períodos estudados. Ele não descreve todos os dias de operação nem substitui a análise dos acessos e da segurança viária.
As 20 entrevistas ajudam a localizar percepções sobre benefícios, circulação e serviços urbanos. O resultado foi usado junto com dados censitários, mapas e observação em campo, sem tratar opinião como medição de capacidade da via.
A avaliação viária favorável não encerra as obrigações da implantação. O relatório organizou cuidados para a obra, os acessos, o meio físico e a vegetação, sujeitos à análise dos órgãos responsáveis.
O laudo apresenta recomendações para reduzir incômodos e organizar a obra. A execução e as condições finais dependem do projeto e das exigências dos órgãos competentes.
As perspectivas mostram a proposta arquitetônica; os mapas permitem verificar onde ela se encaixa no lote, no zoneamento e nas faixas de restrição. A imagem do projeto, sozinha, não responde a essas perguntas.
A delimitação das áreas de influência orientou a escolha dos dados censitários, dos equipamentos observados e das quadras de entrevista. A leitura combina o entorno imediato com processos urbanos de escala mais ampla.
Hierarquia viária e polos geradores situam a rodovia no sistema urbano. Nos pontos de campo, os movimentos foram contados por sentido e tipo de veículo; depois, a demanda projetada foi comparada ao fluxo existente.
O diagnóstico de solo, drenagem e cobertura vegetal integrou a avaliação da implantação. Os registros servem para identificar condicionantes e orientar medidas específicas das disciplinas responsáveis.
Estudo elaborado por Rocha Serviços Ambientais Ltda. (Gramado/RS) para Cardoso Participações Ltda. e JTJ Participações Ltda., com coordenação técnica de Arthur Albuquerque B. de Oliveira. Imagens reproduzidas do estudo original com autorização.
Conte o município, o uso e o porte do seu empreendimento. A proposta parte do termo de referência e da legislação local.