Case · Canela/RS · 2026

EIV e EIT da Super Loja de Chocolates Império dos Dragões

EIV com análise de trânsito integrada para uma loja de chocolates de grande porte na RS-235, entre Gramado e Canela. O estudo reuniu leitura urbanística do lote, diagnóstico da vizinhança, entrevistas, contagens de tráfego e comparação de cenários para orientar medidas de implantação e operação.

Município
Canela/RS
Localização
RS-235 — Av. Cel. Ernani Kroeff Fleck
Zoneamento
Zona Mista 2 (ZM2)
Estudos
EIV + EIT integrados
Papel de Arthur
Coordenação técnica
Versão
V1 — maio de 2026
Perspectiva 3D da fachada da loja de chocolates, com vitrines de vidro e jardim frontal
Perspectiva 3D do empreendimento · Projeto de arquitetura: Fonseca, 2026
4.877 m²área do terreno (testada de 88 m)
7.022,70 m²área construída do projeto
500 m / 1.000 mraios da AID e da AII
20entrevistas na vizinhança imediata
2 pontos · 11 sentidoscontagem classificada de tráfego
276 páginaslaudo técnico com anexos
Contexto

O empreendimento e a exigência

O empreendimento é uma loja de chocolates com área de vendas, estacionamento em subsolo com 54 vagas para automóveis e 6 vagas para ônibus de turismo, implantada em lote urbano de 4.877 m² na RS-235, principal ligação rodoviária entre Gramado e Canela.

A legislação de Canela exige EIV para empreendimentos desse porte. Por estar em uma rodovia de alto fluxo turístico, com rótulas e retornos próximos, a análise do trânsito foi tratada como parte central do estudo.

Além da circulação, o trabalho precisava explicar como a implantação se relacionaria com o zoneamento, a vegetação, a drenagem, os serviços urbanos e a percepção de quem vive ou trabalha nas quadras próximas. Por isso, as conclusões vieram de disciplinas diferentes e foram reunidas em uma avaliação integrada.

Papel de Arthur: coordenação da equipe técnica, além da autoria do estudo de trânsito, do laudo sociológico, da pesquisa de opinião e da cartografia temática.

Perguntas do projeto

O que precisava ser demonstrado

O estudo foi organizado para responder a questões distintas, sem reduzir o impacto de vizinhança ao volume de carros.

Implantar em um eixo turístico

A testada para a RS-235 torna o empreendimento acessível, mas também exige atenção aos movimentos de entrada e saída, aos retornos e à convivência com o tráfego que já atende Gramado e Canela.

Ler o lote além da fachada

O projeto foi confrontado com o zoneamento, as faixas de restrição e os levantamentos do meio físico e da vegetação. Essa leitura ajuda a distinguir condicionantes do terreno de impactos provocados pelo novo uso.

Separar percepção e medida

As entrevistas registraram expectativas da vizinhança. As contagens e os cenários viários responderam a outra pergunta: quanto tráfego adicional o empreendimento poderia acrescentar nas condições analisadas.

Abordagem

Seis frentes de análise integradas.

  1. 01

    Enquadramento urbanístico

    Sobreposição do projeto ao zoneamento municipal (ZM2 e Zona Especial), verificação de parâmetros construtivos, recuos, área não edificável e APP de curso d'água.

  2. 02

    Áreas de influência

    Delimitação da área diretamente afetada, da AID (raio de 500 m) e da AII (raio de 1.000 m), com base em setores censitários do IBGE e nos bairros do entorno.

  3. 03

    Diagnóstico socioeconômico

    Perfil de população, renda, adensamento e equipamentos urbanos da área de influência, com dados do Censo 2022 reorganizados por bairro.

  4. 04

    Pesquisa de opinião

    20 entrevistas em 6 quadras (8 estabelecimentos e 12 residências), com amostra dimensionada estatisticamente e margem de erro calculada.

  5. 05

    Mobilidade e tráfego

    Hierarquia viária, polos geradores de viagens, dois pontos de observação com onze sentidos de aferição em três dias, fator de equivalência veicular (HCM) e cenários de pior caso.

  6. 06

    Meio físico e biótico

    Integração dos laudos geológico (sete sondagens), de drenagem e de supressão vegetal, com medidas de compensação e plantio.

Resultados técnicos

O que o estudo demonstrou

Conclusões do laudo técnico. A decisão sobre o licenciamento cabe ao órgão municipal.

  • O trecho da RS-235 analisado operou com nível de serviço B no ponto e sentido de maior fluxo.
  • No cenário conservador de saída concentrada dos veículos, o acréscimo estimado foi de 1,6% no intervalo de maior movimento analisado e de 0,67% no volume diário. O estudo classificou o impacto viário como muito baixo.
  • Todos os 20 entrevistados identificaram benefícios do empreendimento na escala municipal; 14 associaram a obra ao aumento da arrecadação.
  • Medidas mitigadoras organizadas por meio (físico, biótico e antrópico), incluindo restrição de entrada de materiais nos horários de pico durante a obra.
Leitura dos resultados

O que os dados permitem concluir

Cada fonte responde a uma pergunta. O sentido do resultado aparece quando medições, mapas e percepções são lidos juntos.

Uma conclusão com escala definida

O percentual de tráfego compara a demanda projetada com o fluxo observado nos pontos, sentidos e períodos estudados. Ele não descreve todos os dias de operação nem substitui a análise dos acessos e da segurança viária.

A vizinhança também produz evidência

As 20 entrevistas ajudam a localizar percepções sobre benefícios, circulação e serviços urbanos. O resultado foi usado junto com dados censitários, mapas e observação em campo, sem tratar opinião como medição de capacidade da via.

Impacto baixo ainda pede gestão

A avaliação viária favorável não encerra as obrigações da implantação. O relatório organizou cuidados para a obra, os acessos, o meio físico e a vegetação, sujeitos à análise dos órgãos responsáveis.

Encaminhamentos do estudo

Medidas propostas para a implantação

O laudo apresenta recomendações para reduzir incômodos e organizar a obra. A execução e as condições finais dependem do projeto e das exigências dos órgãos competentes.

  • Programar a circulação de veículos de serviço e a entrada de materiais fora dos horários de maior movimento, sempre que possível.
  • Sinalizar os acessos e as áreas de aproximação durante a obra, inclusive no período noturno, conforme o plano de execução.
  • Controlar poeira, ruído e resíduos da construção e manter veículos e equipamentos em condições adequadas de operação.
  • Limitar intervenções na vegetação às áreas necessárias e seguir as exigências do laudo específico e das autorizações ambientais.
Prancha 01 / 04

Projeto e implantação

As perspectivas mostram a proposta arquitetônica; os mapas permitem verificar onde ela se encaixa no lote, no zoneamento e nas faixas de restrição. A imagem do projeto, sozinha, não responde a essas perguntas.

Prancha 02 / 04

Território e sociedade

A delimitação das áreas de influência orientou a escolha dos dados censitários, dos equipamentos observados e das quadras de entrevista. A leitura combina o entorno imediato com processos urbanos de escala mais ampla.

Prancha 03 / 04

Mobilidade e tráfego

Hierarquia viária e polos geradores situam a rodovia no sistema urbano. Nos pontos de campo, os movimentos foram contados por sentido e tipo de veículo; depois, a demanda projetada foi comparada ao fluxo existente.

Prancha 04 / 04

Meio físico e campo

O diagnóstico de solo, drenagem e cobertura vegetal integrou a avaliação da implantação. Os registros servem para identificar condicionantes e orientar medidas específicas das disciplinas responsáveis.

Equipe técnica

Coordenação multidisciplinar

  • Coordenação da equipe técnica, EIT, laudo sociológico e pesquisa de opiniãoArthur Albuquerque B. de OliveiraGeógrafo · CREA-RS PE1820775380
  • Laudo geológicoCarmem Lúcia Martini da RosaGeóloga · CREA-RS 110168-D
  • Laudo de supressão vegetalDarcila Eraci Eloy PereiraBióloga · CRBio 110375
  • Projeto de arquiteturaPaulo FonsecaArquiteto e Urbanista · CAU-RS A105274-8
  • Conforto térmicoGuilherme LuceroEngenheiro Ambiental · CREA-RS 222963
  • Levantamento de drenagemFabiano Luis LamperteTécnico Agrimensor · CFT-BR 221301364-0

Estudo elaborado por Rocha Serviços Ambientais Ltda. (Gramado/RS) para Cardoso Participações Ltda. e JTJ Participações Ltda., com coordenação técnica de Arthur Albuquerque B. de Oliveira. Imagens reproduzidas do estudo original com autorização.

Contato

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